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Monday, December 10, 2007

Questões existenciais I

[Femininas e inconfessáveis]
Depois da decepção de número 193228959, fui ao shopping pela 4ª vez na semana. O shopping, para uma mulher em crise, pode ser mais ou menos como uma geladeira para alguém ansioso: abre-se na procura de respostas e luz, encontra-se algo desnecessário e um pouco de luz artificial, mantém-se o vazio.
Encontrei um pouco de vaidade e roupas novas, perdi um pouco de dinheiro, não achei nenhuma resposta nem trombei com o Príncipe Encantado, que gentilmente pegaria minhas sacolas, me pagaria um capuccino na Kopenhagen e me levaria para casa no seu lindo Mercedes prateado.
De vestido novo, na frente do espelho, repito freneticamente o mantra da mulher auto-suficiente: "eu me basto, eu me basto, eu me basto". Eu me basto e me banco com as roupas, cabelo e maquiagem bonitos no espelho."Você está linda e você é feliz", repito sem acreditar. Até acreditar que eu não comprei o vestido para que ele desejasse me ver sem ele, e que talvez nunca mais chegue a ver. Até acreditar que pouco me importa se ele vem ou não para confirmar o que eu acabei de repetir pro espelho.
Baixo umas músicas legais da mulher esquisita que usa fantasias no clipe, mas insisto em dizer que baixei porque eu gosto de músicas estranhas e porque eu sou mesmo uma mulher que tem conteúdo musical. Fico cantando até acreditar que não foi para contar a ele que descobri mais uma boa cantora e aumentar o assunto. Mas nós sempre temos muito assunto e mesmo assim ele sai com garotinhas sem assunto em todos os outros dias em que não estamos conversando, rindo ou reclamando infinitamente sobre coisas de adulto.
Assisto o chefe italiano na televisão fazer aquela massa que o Pavarotti adora. Faço a receita de forma perfeita e digo para mim mesma que fiz porque eu gosto mesmo de cozinhar e sempre fui boa nisso. Repito várias vezes até acreditar que não pretendo fazer para ele quando tomarmos mais um daqueles vinhos de tanino acentuado. Porque talvez não haja mais vinho nenhum nem confissões culinárias.
Eu me basto e me garanto, mas sei também que preciso dele. Porque preciso ver minha imagem refletida em alguém para ter certeza de que sou. Porque apenas "sou" quando tenho para quem ser. Do contrário, apenas "tenho". Assunto, roupas, qualidades; mas sou ninguém.

Saturday, May 19, 2007

Pensamentos soltos II

[ Da vida de vestibulando ]
Eles andam de nike shox, óculos de varejeira e bermuda estampada. Às vezes tem até topete. A cada cinco palavras, duas são “mermão” e “as quebrada”. Eles já repetiram de ano duas vezes e, com muita sorte, evoluíram e fazem IESB. Um dia você gostou deles. Estranho...
Eles são sujos, cabeludos e usam roupas pretas e apetrechos de metal até no Rio 40°. Alguns cultuam o 666, outros, simplesmente, o barulho na sua mais literal concepção. Um dia você saiu com eles. Estranho...
Ele era o amor da sua vida. Seu ar, seu lar, sua razão de viver. Conheciam cada centímetro um do outro, cada olhar e cada pensamento (que por sinal, se resumia a Ele também). Sua vida era Ele, até que... Um tempo depois, vocês se olham mas não se vêem. ele é apenas mais um entre tantos conhecidos, e agora vocês mal se conhecem. ele é um estranho e você é absolutamente nada. Um simples aperto de mão pode ser constrangedor. Um dia você amou ele. Estranho...
Você acordava uma hora antes do transporte escolar passar só para se arrumar. Combinava as variações de blusa do uniforme com os modelos de calça Jeans, brincos e pulseiras. Você dormia as três primeiras aulas porque a única coisa que importava era o intervalo. Nas últimas três, você passava bilhetes e ouvia Black Eyed Peas no Ipod. O fim de semana começava na quinta e terminava na terça, e todos os dias eram de festa. Você era milionária, porque gastava com coisas inúteis e o dinheiro nunca acabava. A sua única preocupação era se ele iria gostar do seu cabelo novo. Você se achava certa. Estranho...
Agora, você não tem tempo pra absolutamente nada. Suas unhas estão quebradas e tem meio ano que seu cabelo não vê uma tesoura. A última vez que você entrou em um shopping foi para comprar um caderno, e a sua última roupa nova já está fazendo aniversário. Sua vida se resume às fórmulas matemáticas e você está no cursinho de domingo a domingo. Felizmente, agora você tem um objetivo.
Ainda bem que as pessoas mudam. :)


pic: sigma - semana cultural 2006.

Wednesday, February 28, 2007

Estudando exatas I

Diário de bordo de uma viagem etérea.
É madrugada, até os grilos dormem e aqui estou eu lutando para ser racional, já que na minha espécie racionalidade é sobrevivência. Há uma montanha de livros e réguas e compassos e calculadoras e gráficos e equações e estrelas e substâncias e astronaves e fórmulas até o céu, subindo além dos meus olhos e da minha mesa. Estou tentando compreendê-los, e a cada momento descubro que estou mais viva que no segundo passado: agora eu já sei mais. Emociona-me saber da exatidão das coisas, porque ao contrário dos meus sentimentos, o universo é tão exato!
Levanto a cabeça ao céu e meu orgulho humano fraqueja. O que tem ali e tão longe? O que sou eu diante de tanto, se não um ínfimo pedaço de nada metido a entendedor do que nem sei? Nem sei...Nem sei quem sou e o que faço aqui. A curiosidade – que já vem de fábrica – me faz perguntar, o medo do desconhecido me faz calar.
O silêncio é tão grande que penso ouvir risadas. Imagino se não tem alguém ali, no gigante negro do céu, bem maior que eu, que ri das minhas certezas. Da verdade, pequeno, não sabes nem a menor parte. Ri e me observa soberana em meu aquário, onde finjo saber das pedras e das plantas e do vidro e da água e do chacoalhar; sem saber o que vem além e o que ali me mantém.
Volto então ao meu saber de grão de areia, dos sentimentos que, mesmo não exatos, ao menos estão em meu domínio. Enquanto ao resto... Bem sei que nada sei.
[sem fotos porque eu tenho medo de fotos do universo. Sério mesmo!]

Sunday, January 21, 2007

Piano, velas e cerveja quente

Era mais uma daquelas viagens pouco planejadas, guiadas pelo Quatro Rodas. A família inteira instalada em um hotel no centro, que ao menos pelo nome – Bourbon – parecia chique. A vizinhança, porém, era ligeiramente excêntrica: cafés que se tornavam bares gays ao anoitecer, casas de shows eróticos e pontos de travestis.
Não encontrando o que fazer nas proximidades – somos um tanto convencionais, eu confesso – seguimos as estrelas do nosso Guia e fomos ao Terraço Itália, do outro lado da Praça da República. Cobertura de um prédio de mais de quarenta andares, famoso pela vista, os sofás de couro e a elegância, o bar não deixava a desejar ao nosso convencionalismo, porém, ao nosso bolso.
O cardápio recheado de drinks de vinte e tantos reais não nos deixou escolha senão a long neck também salgada (o quê?! Quatro reais a água?!) e uma pequena dose de absolut para enfeitar a mesa. O couvert (15 reais por pessoa por alguns minutos de jazz no piano) já era o bastante. Então, seguindo nosso instinto de turistas inquietos, nos contentamos em observar os casais – a grande maioria no padrão ”homem grisalho gordo e mulher loira magra” – e criar confusão com os recepcionistas, maîtres e outros narizes orgulhosos.


Desci com minha mãe ao outro pavimento, onde havia um jantar dançante mais caro que um Pinot Noir legítimo. Graças aos meus impulsos de pseudodançarina e à cara de pau da dona Beatriz, caímos na salsa e fomos expulsas elegantemente pelo nariz responsável. Hipócritas. Pagavam para se sentirem “latinos calientes” e mal conseguiam mover os pés. Essa patética nobreza brasileira, que de tanto imitar o reinado, perdeu o gingado.
Rejeitadas, voltamos ao bar, onde a cerveja descansava no mesmo lugar. O garçom provavelmente tinha se perdido ou caído da varanda. Os outros ainda estavam ali, com a cerveja quente, disputando com um show de mímicas por atendimento.
Convencemos o resto do proletariado a ir embora. A conta, para nossa surpresa, não tardou. Couvert, bebidas e 10% da desatenção pagos, voltamos ao hotel. “Valeu cada centavo”, concordamos pouco convencidos. Da janela do quarto, invejávamos secretamente o grupo de “camisas de tela” que ria no boteco da frente. Da próxima vez, fico com a Antártica gelada...

Sunday, May 28, 2006

A vida na corda bamba


E a vida dança na corda bamba de sombrinha, e a cada passo desta linha, pode se machucar...

Fiquei chocada quando soube que o meu amigo, de 16 anos, tinha morrido noite passada. Para falar a verdade, havia mais de um mês que a gente não se falava, mas foi um choque de qualquer jeito, como toda e qualquer perda. Principalmente porque, além das saudades, ele deixou uma idéia girando na minha cabeça: como a vida é frágil.
Nos formamos no inglês juntos. Ele tinha planos, era ótimo em tudo que tivesse relação com informática ou tecnologia. Eu tinha planos, os outros quatro tinham planos, nós estávamos ali para isso: correr atrás de nossas metas, conquistar um lugar no futuro. O que não sabíamos - aliás, ninguém sabe - é que planejamos demais.
As coisas parecem realmente importantes quando acreditamos que esta corda é firme. Nos preocupamos com tudo, inclusive com coisas pequenas demais. Passamos vida inteira contando e juntando dinheiro, cuidando da aparência (esta é a que vai embora mais rápido), conquistando poder, status, contatos. Um dia, alguém fica para trás nesta corrida: a base de tudo está ruindo. Então as coisas perdem a importância, há novas prioridades. Fico impressionada e comovida com a força que uma pessoa adquire quando descobre que tudo pode terminar da noite pro dia, quando percebe que a vida não passa de um fiozinho frágil, quase patético. Ela se agarra na corda, ela luta, ela muda. Talvez ela nem desse valor antes, talvez as coisas nem estivessem realmente boas, mas ela não desiste. Algumas acabam merecendo que aquele fio não se rompa, mas há vezes (e na maioria delas) que ele rompe...
E a única coisa que eu queria perguntar agora é: aí é melhor?


Para o Renan (1990 – 2006).

Tuesday, May 23, 2006

Revolucionários de sofá



Encontrei uma comunidade com este nome no orkut e pensei entrar, mas parei: “revolucionário de sofá” era bom, mas a descrição soava muito comodista. Antes que me perguntem quais são os meus atos revolucionários além da poltrona, vou tentar apresentar minha defesa.
Sou da classe média zonza brasileira e moro no quintal da República, mas nunca reclamei sequer de uma conta errada. “Ah não, não vamos reclamar não, é muita burocracia à toa”, e fica por isso mesmo. Com essa idade, minha tia mais portuguesa que brasileira e moradora de uma cidade que na época se parecia mais com um sítio já participava de movimentos antiditadura. Ela não só conhecia a situação do país e se preocupava como também ia às ruas e lutava. Eu sei, desse jeito estou mais me acusando que defendendo. Mas eu também me preocupo e conheço (ou tento conhecer) a situação do país. Se não faço nada, sinceramente, é porque não sei por onde começar. E nada é exagero, porque encontrar voluntários sociais/ informados com 17 anos, atualmente, é caso raro.
É melhor ficar alimentando ideais revolucionários sentado que dizer “to nem aí... não é da minha conta”. Ou então pintar o cabelo de verde, fazer tantos furos quanto uma peneira e sair nas ruas dizendo: “sou rebelde, odeio a sociedade. Os políticos são todos uns filhos da p... e devem morrer”. Estes além de revolucionários do sofá são rebeldes sem causa.
Sejamos sim revoltados. Nossa revolução pode começar de um grupinho sentado no sofá da sala apenas discutindo o tema, até que alguém tem uma idéia e leva o pessoal para a rua. Sala por sala...


Esclarecendo: Não sou comunista, pelo contrário. Comunismo é utopia ou troca de 6 por meia dúzia. A revolução do sofá é um ato democrático.

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Monday, May 08, 2006

Não leia: não é divertido.


Outra teoria: a realidade nos leva à fuga romântica. O filme O jardineiro fiel, que mostra sem piedade a corrupção e manipulação na África e não cumpre função de catarse (pelo fato de que, apesar da minha vida ser infinitas vezes melhor que as mostradas no filme, isso não serve de consolo nem é aliviante), caiu como uma bomba em minha mente quase alienada.
Não sei como conseguimos viver em um lugar como a Terra. É impossível compreender como suportamos a idéia de que existem pessoas morando no inferno sem sequer terem morrido ou cometido qualquer pecado. Não sei se a sensação de impotência diante da crueldade humana ou o sofrimento causado por ela é pior. Porque se os poucos que não se conformam com a situação e tentam modifica-la dificilmente saem impunes, qual é o incentivo para quem quer fazer o mesmo?
Qual é a esperança para uma pessoa de 17 anos, que deveria ter na mente milhares de sonhos utópicos, de viver um mundo melhor? O que eu posso fazer, além de me sentir grata pela vida que levo e chorar pelos que não a tem? Tento mudar o mundo com ações pequenas e quase insignificantes: participo de um ou outro grupo voluntário, rezo pela humanidade – o que é considerado ainda mais inútil e hipócrita pela maioria – e tenho vontade de matar aqueles que não sabem conviver em sociedade, sendo que esta é uma característica anti-social. É impossível mudar o mundo sozinho. Mas seria bom todos saberem que, se pelo menos metade da minha geração tivesse na mente a mesma revolta, amanhã talvez fosse diferente. O mundo, entretanto, está repleto de adolescentes que só se preocupam com o tamanho do próprio braço ou com a marca do tênis. Tais “etiquetas ambulantes”, que se acham no direito de rotular aqueles que participam de simulações da ONU ou se preocupam com a política do país de “nerds”, destroem qualquer expectativa positiva para o futuro.
Em um lugar onde textos que não são crônicas divertidíssimas ou poemas apaixonados não interessam, só posso dizer: “não leiam, não tem graça”. Apelo sim à fuga romântica. Não cometerei jamais o suicídio, mas tomo antidepressivos para suportar a realidade. Sou fraca? Talvez. Bato palmas aos fortes que sabem agir. Àqueles que não sabem, não me cabe julgar. Espero encontrar, junto com a outra metade inconformada, uma solução. Desejo sonhos utópicos para todos nós, e que a utopia nos mostre o caminho.

Wednesday, May 03, 2006

[a casquinha e o amor.]















No Dia Internacional das Decepções Amorosas (pelo menos na casa das garotas Lee) apeguei-me a mais uma teoria.

Uma casquinha de sorvete: doce e refrescante, nos proporciona um momento de prazer inigualável e quase infantil (aquele que só a comida pode oferecer). Seria a imagem da perfeição, a prova da existência divina e todas essas outras coisas que fazem do mundo um lugar habitável, mas...Derrete. Vou ainda mais longe: o chiclete. Acho que ainda não inventaram mecanismo de evasão maior que o chiclete. Você masca e esquece da vida. Porém...(sempre tem um "porém"?) o gosto acaba.
Tenho uma teoria já comprovada (pelas minhas próprias experiências, é claro) sobre a ligação entre o amor e a casquinha. O que é o começo do amor, se não uma deliciosa sensação sabor morango? Toda aquela primeira troca de olhares, as primeiras palavras, o primeiro beijo...É uma casquinha de sorvete. Acaba. Não estou sendo cruel ou pessimista, mas esta é a ordem natural das coisas. O sorvete derrete e gosto do chiclete não dura mais que quinze minutos. Ele deveria durar para sempre, mas não dura. Assim é o amor.
A parte boa da teoria (mas essa eu ainda não consegui provar) é que doces são enjoativos. Ninguém suportaria passar três dias com o mesmo gosto na boca. Nós temos a necessidade de experimentar novas sensações, outros sabores. Então, olha o amor de novo: acabou? Sem lamentações. Vamos à padaria...



Foto por Kara C.

Friday, April 28, 2006

Só sei que escrevo...


- E o que você vai ser quando crescer?
- Escritora.

Aos seis anos eu aprendi (ao menos oficialmente, porque dizem as “línguas corujais” que eu já o fazia antes) os dois ofícios que realmente seriam úteis em toda a minha vida: ler e escrever. Não que eu os faça bem, mas posso dizer que é o que faço melhor e com mais prazer, tirando o bom e velho comer e dormir, que são natos para qualquer ser humano.
Desde o dia em que juntei o B com o A, soube que era aquilo que eu queria para a minha vida toda. A minha companhia nas terríveis horas de solidão (seja no saguão do aeroporto ou numa tarde de praia), a melhor forma de expressar minha opinião, o melhor calmante nas horas de desespero e o melhor analista para uma vida depressiva.
O papel e a caneta se tornaram meus melhores e mais fiéis amigos, mesmo que por um tempo eu os tenha trocado pela facilidade do computador. E se acaso eu caísse na desgraça de não ter sequer um guardanapo ou lápis de olho, ainda haveria alguma revista, propaganda ou até mesmo rótulos de produtos onde encontrasse o meu amado “B-A-BÁ”.
Mas afinal, qual é o motivo de tamanha paixão? Escrever por quê, pra quem? Escrevo não exatamente por gostar, mas porque a vontade de escrever é mais forte que os meus “gostos”. Minha psicóloga diz que é para suprimir a necessidade de ter alguém a quem se pudesse contar tudo. Minha avó acha que é meu jeito de fugir do mundo, quase um festejo à solidão. Os porteiros do meu antigo colégio, onde eu passava horas sentada na calçada escrevendo, alheia a tudo e a todos, diziam que eram cartas para namorado. Meus amigos apelidaram essas cartas de “viagens”, primeiro devido a sua falta de sentido, depois porque eu parecia estar viajando enquanto as escrevia. Então, não sei por que escrevo, só que escrevo e gosto de escrever. Para quem? Ninguém, pois não coloco destinatário nestas “cartas” e fico realmente furiosa quando alguém as pega pra ler.
Respondidas as duas perguntas acima, percebo uma terceira: qual é a inspiração, ou melhor, de onde vem tanto assunto? Essa é a parte mais fácil do processo. Só preciso ler alguma coisa para ser inteiramente tomada de inveja por quem a escreveu e ter vontade de escrever também, como se pudesse fazer a minha própria estória. De fato eu jamais teria paciência para escrever romances, capacidade para poesia, humor para as crônicas ou criatividade para os contos. Mas esta é a única maneira de manter vivo o meu mais antigo sonho infantil, já que parei de crescer. Mesmo tendo respondido o que eu queria ser na segunda linha e há dez anos atrás, ainda não sei o que fazer. Então, escrevo...


Maringá, 16 de dezembro de 2005.


Foto por Virgu.