Um par de olhos que brilham, pêlos que arrepiam, lágrimas que transbordam, boca de quem quer abocanhar o mundo. Trilhões de células clamando por vida, implorando por cada espasmo do viver. Buscando toda imagem, som ou cheiro que aumente esse batuque do peito que às vezes erra o passo mas não pára de sambar.
E é neste samballetzouk que o corpo vai dançando e os dedos registrando, até onde Deus quiser. Quando for só lembrança, quero apenas a certeza de que bebi cada segundo da vida. Até a última gota.