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Tuesday, February 19, 2008

Eu?

Um par de olhos que brilham, pêlos que arrepiam, lágrimas que transbordam, boca de quem quer abocanhar o mundo. Trilhões de células clamando por vida, implorando por cada espasmo do viver. Buscando toda imagem, som ou cheiro que aumente esse batuque do peito que às vezes erra o passo mas não pára de sambar.
E é neste samballetzouk que o corpo vai dançando e os dedos registrando, até onde Deus quiser. Quando for só lembrança, quero apenas a certeza de que bebi cada segundo da vida. Até a última gota.

Sunday, January 27, 2008

Toda tristeza na ponta do lápis é só poesia.

Às vezes só a música pode falar. Porque afastando o silêncio ela cala o barulho do coração. Ou muda o tom. Faz de cada lágrima uma nota, e de todo sentimento canção.

Tuesday, January 22, 2008

Reciclagem

Amarrei tudo bem forte e tranquei no baú das lembranças.
O quarto ficou até frio e o coração grande demais. Como a imagem da casa vazia - depois de tanta vida, depois de tanta tralha -, trancada do lado de fora do futuro.
Entendi que pra casa nova não se leva bagunça. Nem pra ano novo. Porque ano novo só é mesmo novo quando a gente não traz todo o velho pra dentro dele. E comecei a faxina.
Pulei o trocando em miúdos e bati o portão sem fazer alarde, com a grande impressão de que já vou tarde. Quase atrasada. Mas ainda em tempo.
Em tempo de terminar ao invés de escrever por cima. Em tempo de apagar, soprar e ponto parágrafo. Um parágrafo em branco, todo novo. Mas com aquele aspecto estranho de papel reciclado.

Monday, December 17, 2007

Chanson juste pour moi

Eu queria mesmo escrever uma canção daquelas bem tristes, com o que restasse da minha voz que cansou de gritar. Porque meu coração não bate no compasso das palavras agudas, e sim na melodia cansada das notas graves. Mas então eu pego o Blues do meu peito, misturo com o rosa pintado no céu e uso todas as luzes de natal para arrematar. Tudo fica lilás e esta não é mais uma Chanson Triste. É o Jazz de quem agora canta porque um dia cansou de chorar.