Tuesday, May 23, 2006

Revolucionários de sofá



Encontrei uma comunidade com este nome no orkut e pensei entrar, mas parei: “revolucionário de sofá” era bom, mas a descrição soava muito comodista. Antes que me perguntem quais são os meus atos revolucionários além da poltrona, vou tentar apresentar minha defesa.
Sou da classe média zonza brasileira e moro no quintal da República, mas nunca reclamei sequer de uma conta errada. “Ah não, não vamos reclamar não, é muita burocracia à toa”, e fica por isso mesmo. Com essa idade, minha tia mais portuguesa que brasileira e moradora de uma cidade que na época se parecia mais com um sítio já participava de movimentos antiditadura. Ela não só conhecia a situação do país e se preocupava como também ia às ruas e lutava. Eu sei, desse jeito estou mais me acusando que defendendo. Mas eu também me preocupo e conheço (ou tento conhecer) a situação do país. Se não faço nada, sinceramente, é porque não sei por onde começar. E nada é exagero, porque encontrar voluntários sociais/ informados com 17 anos, atualmente, é caso raro.
É melhor ficar alimentando ideais revolucionários sentado que dizer “to nem aí... não é da minha conta”. Ou então pintar o cabelo de verde, fazer tantos furos quanto uma peneira e sair nas ruas dizendo: “sou rebelde, odeio a sociedade. Os políticos são todos uns filhos da p... e devem morrer”. Estes além de revolucionários do sofá são rebeldes sem causa.
Sejamos sim revoltados. Nossa revolução pode começar de um grupinho sentado no sofá da sala apenas discutindo o tema, até que alguém tem uma idéia e leva o pessoal para a rua. Sala por sala...


Esclarecendo: Não sou comunista, pelo contrário. Comunismo é utopia ou troca de 6 por meia dúzia. A revolução do sofá é um ato democrático.

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1 comment:

Anonymous said...

to abismada com seus textos...estaum cda vez melhoress.
perfoos...
concordo plenamente com vc nesse seu texto...
principalmente nesse meus dias de estudar e pensar...o q pode mudar o país?
amo-t
bju