Talvez Alá a tivesse perdoado.
Dessa vez, tinha dado todo o amor, bondade e compreensão que lhe restavam. Do contrário, recebera apenas desdém e raiva. Uma raiva que nunca soube ao certo de onde veio, tão repentina e sem motivo quanto um câncer – uma mutação que deformou e matou os sentimentos da forma mais dolorosa.
Cuidara de Hasan com a paciência e carinho de uma mãe ou esposa, e recebera de braços abertos os pedidos de desculpa que já sabia ela, seriam esquecidos no dia seguinte.
Afagava os cabelos suados em seu colo e rezava baixinho para que dormisse. Seu coração, um dia antes endurecido pelas coisas que ele havia dito, hoje parecia curado e apenas disposto a ajudar – a doar mais do que possuía. Naquela manhã, lera no alcorão sobre o verdadeiro valor da doação, aquela que nos toma além do que sobra, mas é dada com amor. Amor...Foi essa a palavra que o primo Imad usou ao vê-la andar desesperada pelos corredores com água e panos quentes: “isso não é cuidado de irmão, é amor. Amor de verdade”.
Sentada ali no quarto escuro e de odor forte, não sentia náusea. Não sentia mágoa, sequer sentia dor. As experiências dos últimos meses já diziam que quando se recuperasse, Hasan não olharia para ela ou agradeceria. Talvez sequer fosse lembrar, ou apenas fingiria esquecer. Rana preferiu não pensar, acolhendo todos os chamados com entrega.
Alá teria que perdoar. Por mais que este amor fosse proibido e a levasse para caminhos obscuros, era amor. E só o amor levava-a a fazer coisas realmente boas. Haviam pecado, era verdade. A doação de Rana, porém, pela primeira vez era verdadeira. E nada mais lhe restava.
Dessa vez, tinha dado todo o amor, bondade e compreensão que lhe restavam. Do contrário, recebera apenas desdém e raiva. Uma raiva que nunca soube ao certo de onde veio, tão repentina e sem motivo quanto um câncer – uma mutação que deformou e matou os sentimentos da forma mais dolorosa.
Cuidara de Hasan com a paciência e carinho de uma mãe ou esposa, e recebera de braços abertos os pedidos de desculpa que já sabia ela, seriam esquecidos no dia seguinte.
Afagava os cabelos suados em seu colo e rezava baixinho para que dormisse. Seu coração, um dia antes endurecido pelas coisas que ele havia dito, hoje parecia curado e apenas disposto a ajudar – a doar mais do que possuía. Naquela manhã, lera no alcorão sobre o verdadeiro valor da doação, aquela que nos toma além do que sobra, mas é dada com amor. Amor...Foi essa a palavra que o primo Imad usou ao vê-la andar desesperada pelos corredores com água e panos quentes: “isso não é cuidado de irmão, é amor. Amor de verdade”.
Sentada ali no quarto escuro e de odor forte, não sentia náusea. Não sentia mágoa, sequer sentia dor. As experiências dos últimos meses já diziam que quando se recuperasse, Hasan não olharia para ela ou agradeceria. Talvez sequer fosse lembrar, ou apenas fingiria esquecer. Rana preferiu não pensar, acolhendo todos os chamados com entrega.
Alá teria que perdoar. Por mais que este amor fosse proibido e a levasse para caminhos obscuros, era amor. E só o amor levava-a a fazer coisas realmente boas. Haviam pecado, era verdade. A doação de Rana, porém, pela primeira vez era verdadeira. E nada mais lhe restava.
[continua]
nota da nikky: eu sei que esses textos estão meio bagunçados e que alguns sequer seguem a mesma linha, mas eles surgem espontaneamente de acordo com a vida das personagens. Desculpas a quem acompanha, mas um dia eu desato esse nó! :*
4 comments:
Ui... que medo!
Att o meu tbm!
Fugi total da linha tbm!
Viva!
Kkkkkkkk...
;**
deu p enetender q vc está usando uma linha d tempo bem flexível huahauahhua eu li - creio q todos -os textos da rana agora. it seems really nice, i like it. i really do. its just hard to follow what the hell is the problem with girl. all its written shows just a troubled mind. i know she's not, and its not any character but it gets me anguished hauahuahauah
na sua lista d livros/autores/sei lá vc cita a florbela espanca - great choice btw - mas escreveu o nome dela errado. está 'floribela espanca'.
ow, eu já namorei um marroquino! ele era o máx. hauahauaha mas ele morava em londres e jogava tênis. um marroquino rico, pra lá d ocidental e fajuta, ñ um hassan!
adieu nikki! até as próx aventuras da rana e lá vai bolinha..
Essa foi a continuação mais romântica e mais parada...hehe...Mas uma boa continuação. Espero o próximo capítulo, neste mesmo bat-canal...rs...beijão..fuis-mes
Calma minha gente,
a explicação logo vem.
O problema é que ela tá aqui, mas tão confusa quanto todo o resto.
Prometo que no próximo "episódio" já vai estar mais claro.
obrigada pela preferência, ops, paciência.
:**
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