
A primeira nota toca instantaneamente a primeira célula do corpo, que estremece tocando a segunda. Segunda nota, terceira célula, três dois um, um dois três...Todas já se movem ritmadas, seguindo o tempo sem contratempos que a música propõe. O corpo então sorri em arco, com a mente sob controle. A batida já roda no sangue: coração e melodia se fundem e confundem. Só há consciência do outro corpo, que imprime pedaço por pedaço a mesma sensação, sem conduzir ou ser conduzido, em um diálogo perfeito. A música dita o assunto e a direção, a música ocupa e dispensa os sentidos. E se o excesso às vezes machuca, os músculos fingem esquecer. É que até a dor, nessas horas de entrega, se enche de alegrias e se faz prazer. Os pés ignoram os calos e, quando a música se despede, eles ainda flutuam, felizes, no meio do salão.
4 comments:
Ficou bunitinho. Ficou realmente bunitinho!!
Parabéns ;)
*******=
Concordo concordo concordo!
Não sei como você consegue colocar em palavras uma coisa tão abstrata...
Mas eu concordo!
:D
:***
Ei moça, pois eu acho que você virou bailarina nas letrinhas, então. Porque seus textos têm muito ritmo, adorei. Um abraço e obrigada pela visita ao Jornal.
atualizado, só porque a srta pediu.
e estou fazendo aula de dança. é muito bom =)
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