
O céu era uma profusão de vermelhos vibrantes, que pareciam dar as boas-vindas à menina franzina que se arrastava pelas ruas da cidade, seguindo o pai e um carregador. A beleza dos lenços de seda ao vento, das essências e temperos desconhecidos, do pôr-do-sol atrás das mansões de pedra, tudo passava desapercebido pelos olhos apáticos de Rana.
Pararam em frente a uma porta de madeira, perdida entre labirintos de muros e ruelas. Aberta, dava lugar a um grande e amplo pátio de azulejos coloridos e tapetes com desenhos, como as belas casas árabes que vira nos álbuns de família.
- Esta é a casa de tua prima Amirah. É aqui que iremos ficar até eu encontrar uma casa para nós.
Uma mulher de véu preto com grandes olhos pintados surgiu no pátio. Atrás dela vinham duas crianças; uma menina, provavelmente da idade de Rana, e um garoto, uns três anos mais velho. Amirah era viúva e morava com os filhos e criados naquele emaranhado de quartos e salas.
- Então você deve ser a filha de meu primo, Rana. Ah-la u sahla!
- Chukran.
Respondeu a brasileira em seu árabe tosco e saiu seguindo os primos, como mandava o costume. Foram até a cozinha, onde conversariam sem perceber o quanto o destino havia unido-os. Farah e Hasan eram cúmplices, protagonistas e testemunhas de tudo que viria a acontecer.
Pararam em frente a uma porta de madeira, perdida entre labirintos de muros e ruelas. Aberta, dava lugar a um grande e amplo pátio de azulejos coloridos e tapetes com desenhos, como as belas casas árabes que vira nos álbuns de família.
- Esta é a casa de tua prima Amirah. É aqui que iremos ficar até eu encontrar uma casa para nós.
Uma mulher de véu preto com grandes olhos pintados surgiu no pátio. Atrás dela vinham duas crianças; uma menina, provavelmente da idade de Rana, e um garoto, uns três anos mais velho. Amirah era viúva e morava com os filhos e criados naquele emaranhado de quartos e salas.
- Então você deve ser a filha de meu primo, Rana. Ah-la u sahla!
- Chukran.
Respondeu a brasileira em seu árabe tosco e saiu seguindo os primos, como mandava o costume. Foram até a cozinha, onde conversariam sem perceber o quanto o destino havia unido-os. Farah e Hasan eram cúmplices, protagonistas e testemunhas de tudo que viria a acontecer.
Continua...


