
A nova sensação – ou a ausência dela – tomou-me num sobressalto medonho e excitante. Olhei para o dentro de mim (lugar que antes julgava conhecer) para ter certeza. Não estavam mais lá. Aquelas cores confusas de lembranças e amores secos tinham sumido repentinamente, dando lugar a uma profusão de sonhos cintilantes. Estava limpo como o céu após uma longa chuva. Respirei toda aquela tranqüilidade desconhecida: queria adormecer sob o sol ardente e aconchegante que me aninhava. Era fantástico, mas sólido.
Podia eu morrer de amor mais uma vez, se fosse para nascer de novo no paraíso...
Lembrei que agora havia todo um caminho pela frente – quem sabe até árduo e cansativo. Mas a caminhada, longa ou não, é atraente demais para se deixar perder nos temores de criança, pois assim o sou. Desejo amado mais que o desejado, já me deixo vagar por entre os ares desconhecidos e inquietantes. Que venham as novidades, a maresia, a liberdade.
Podia eu morrer de amor mais uma vez, se fosse para nascer de novo no paraíso...
Lembrei que agora havia todo um caminho pela frente – quem sabe até árduo e cansativo. Mas a caminhada, longa ou não, é atraente demais para se deixar perder nos temores de criança, pois assim o sou. Desejo amado mais que o desejado, já me deixo vagar por entre os ares desconhecidos e inquietantes. Que venham as novidades, a maresia, a liberdade.
Perdão, mas deu vontade de escrever como no diário...
Foto: A rosa das férias. Meu símbolo oficial da felicidade. :)
1 comment:
Estou precisando de uma rosa da felicidade!!!
Amei o texto! Senti saudades da sua escrita!!
Beijocas
Post a Comment