Thursday, June 08, 2006

O Poder das palavras

Atentado terrorista causa pânico e confusão

Atentado à cabeça da menina prova o poder de destruição absurdo das palavras.

Em uma única sentença, sem pontuação ou acentos, a frase chegou fazendo um estardalhaço na cabeça da menina. Eram aproximadamente dez horas da noite quando os olhos, trabalhadores da recepção, foram alertados pela nada agradável mensagem, recusando-se a enviá-la ao Setor de Processamento de Idéias (SPI), já cientes do problema que iria lhes causar. A garota forçou os neurônios a pararem o boicote: “Não senhores! Quero entender o que está escrito aí!”, afirmou ela desesperada. As células aceitaram cabisbaixas, sabendo que se a frase tivesse o efeito esperado, seriam nocauteadas por substâncias sintéticas, moradoras da Caixa da Tarja Preta, Armário da Cozinha. No Setor de Transformação de Idéias em Atos (STIA), todos se confundiram com os comandos simultâneos de “gritar”, “xingar” e “manter a calma”. Conforme previsto pela recepção (olhos direito e esquerdo), a crise no STIA ativou o Setor de Emergências (SE), que convocou o 1º batalhão das lágrimas. Quando percebeu a gravidade da situação, o SE chamou todo o exército, que tumultuou a recepção. O Estado de Guerra perdurou por duas horas consecutivas, até atingir o seu objetivo: o corpo, exausto, se rendeu. Naquela noite a menina dormiu sem sonhar.

Saturday, June 03, 2006

manifesto irracionalista

A racionalidade nos tornou patéticos.
Não estou nem aí para as palavras rebuscadas e as frases bem boladas. Que fujam, não me servem de nada. Pouco importa se elas são belas, pouco importa a inteligência intelectual. Quero o grito. As frases fáceis e as palavras populares. Quero que me ouçam com a inteligência emocional e só. Quero a transformação vinda da simplicidade. A roda, o fogo.
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